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segunda-feira, dezembro 16, 2013

Adeus Velho Noel!



Enquanto o Velho Marqueteiro não passar em seu trenó de renas, fico eu aguardando ansioso na janela, a cantarolar, “se essa porra não virar! Olê... Olê... Olá...”.



 
Em terra de coqueiro,
De onde vem esse pinheiro?
Aqui a 40 graus à sombra,
Onde, água é artigo de luxo,
Numa terra de faz de conta,
Há casinhas com neve na telha e tudo,
E a meninada? Só fome no bucho!

A Prefeitura investe em trenó,
E as renas a puxar,
O saco, do velho Noel,
E os meninos a pergunta,
Mãe! É cabra, bode ou cabrita?
E a mãe, sem saber e muito aflita,
Responde no grito: deixa de besteira!
Bebe logo essa Coca-Cola!
Que é bebida cara de gente rica.






É... Esse capitalismo animal é um pecado canibal,
Devora tudo que há pela frente,
Não restando respeito, dignidade ou até mesmo gente.
Feliz Natal! Senhor, já esquecido por muitos...



















A simplicidade e humildade são sujeitos quase ocultos!


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