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segunda-feira, dezembro 16, 2013

Adeus Velho Noel!



Enquanto o Velho Marqueteiro não passar em seu trenó de renas, fico eu aguardando ansioso na janela, a cantarolar, “se essa porra não virar! Olê... Olê... Olá...”.



 
Em terra de coqueiro,
De onde vem esse pinheiro?
Aqui a 40 graus à sombra,
Onde, água é artigo de luxo,
Numa terra de faz de conta,
Há casinhas com neve na telha e tudo,
E a meninada? Só fome no bucho!

A Prefeitura investe em trenó,
E as renas a puxar,
O saco, do velho Noel,
E os meninos a pergunta,
Mãe! É cabra, bode ou cabrita?
E a mãe, sem saber e muito aflita,
Responde no grito: deixa de besteira!
Bebe logo essa Coca-Cola!
Que é bebida cara de gente rica.






É... Esse capitalismo animal é um pecado canibal,
Devora tudo que há pela frente,
Não restando respeito, dignidade ou até mesmo gente.
Feliz Natal! Senhor, já esquecido por muitos...



















A simplicidade e humildade são sujeitos quase ocultos!


Findo-Me

segunda-feira, novembro 25, 2013

A Serpente e o Sertão.

Serpente Caninana

Encurvada, a negra serpente arma seu bote afiado.
Um predador do Sertão, a Caninana.

Mas uma arte de um Mestre do aço: Faca de pescoço Caninana - Cuteleiro Pedro Lopes-PL



 Projeto Caninana | #ChacalTrilheiro

Fase desenvolvimento - Cuteleiro PL











Findo-ME

quarta-feira, outubro 16, 2013

O Alquimista e o Lagarto Sonhador.




O pensamento materializado.

A mentira se desfez como mágica, o irreal não mais existe.

De Projeto esboçado por um Chacal, esculpido por Cuteleiro e Artista.

Como um alquimista, o jovem mestre Paulo Suett, transformou ávida celulose rabiscada em puro aço e nobre punho de madeira, disposta em belo contorno, forjada esta, forte e majestosa como um nobre lagarto, perfeitamente adaptada para árido e duro Sertão.
Teiú, é tua alcunha, assim te batizo.

#ChacalTrilheiro

Faca Teiú – Criação e desenvolvimento: Chacal o Trilheiro e Paulo Suett


















Findo-Me

domingo, outubro 06, 2013

Uma bala para um homem, e outra, Pare! Sr. Juiz.



 
Humano na idade perdida.

E mais um rebento,
A pátria o pariu,
Seja bem vindo!
A selva já o engoliu.

Deus salve o homem!
Ele vai precisar,
De animais o mundo tá cheio,
Subjugo racionalizar.

A terra que de herança,
Não mais, nem a esperança.
De um povo de almas vendidas, nutrido,
Perdido, corrompido, fingido.

Sepultado mascarado,
Nem mais a inteligência,
Hoje não nos resta diálogo,
E vamos por fim, com a violência.

Violentado grito,
Esquartejada a verdade,
Sepultada humanidade,
No ostracismo do silêncio.

].:: Эїפԋ† ::.[




sábado, abril 06, 2013

É de copa e de coca, que cola a política.





A Coca-Cola agradece,
O torcedor se envaidece,
O ensino não enobrece,
A saúde se desmerece,
A torcida se esquece,
A empresa empurra e cola,
E o simples brasileiro, cego, segue de coca,
Feito vida de aluno e professor, de esmola em esmola.

O gol pode ser de placa,
E o show pode ser de ouro, ou mesmo de prata,
Mas, a bola e a rede nunca serão de lata.
A fome e a sede, atributos da miséria,
Na vida do labutador,
De sol-a-sol, é a que mais emplaca.

O homem simples chora,
A sempre vida que implora,
Um lampejo de igualdade,
Como o da bola que deita e rola,
Hora par, hora impar,
Objetivar o seu anseio,
De fato, verdade ou devaneio,
Viver pelo menos mais trinta.

Não gostaria de ser sonhador,
A trocar os meus bois a um trator,
Pois, de seca em seca, nem mesmo o doutor,
Consegue livrar da morte súbita,
Meu bode, minhas cabras ou minha vaca única.

E aqui, jaz se foi minha ultima lágrima.
A pública me serpenteia, cobrando, e nunca esquecendo de nada,
Em espiral, sigo com os demais no turbilhão desta privada,
Perfazendo essa dívida que roda e rola em disparada.
E é assim que vivencio o desencanto
Da morbidade que vejo em todo canto,
No trabalhador, que vive pensando em viver mais nada.

Não sei se é o fim do mundo,
Ou é o mal que aqui já está feito,
Lugar onde, só o rico, deita e rola,
Da lama feita das lagrimas do trabalhador,
Que vê o mundo seguindo do mesmo jeito.






Findo-Me