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sábado, novembro 05, 2011

Meus pesares para mim... Xilogravurei de tanto penar.




"É engraçado observar o homem em sua lida com o mundo,


Muito se constrói, mas, pouco se aproveita,


Ô mundo cão! Não! O cão do mundo,


É lixo de banheiro, de papel a papelote,


Lixo do mundo, escória da morte,


É tanto, que nos rodeia e incensa a própria alma,


Calma! Não é pra tanto assim...


Tem gente que não é tão ruim, caga, mais não se suja,


Esperto, “maluvido” e “discarado”,


Vive espreitando. Aliciado, chora o proletariado.


Estamos entregue a nossa própria sorte,


Que destino é esse, que cavamos, cavamos e nada enterramos,


Enterrados até o gogó ficamos... Ô dívida cruel!


A escolha foi minha? Sua? Nossa! Agora só quatro anos,


Aguente, não demora nada,


Só não repita a mesma jogada,


Pronto! Acabou... Vamos ver o que nos restou?


O lixo ali continua, e o buraco?


Mais fundo e ainda vazio...


Será o fim do mundo?


Não! É só mais uma cova do homem que não é lobo."


[#ChacalTrilheiro]















É rompendo o repente que vou ripando o pensamento...





A literatura de cordel embala a muitos, a vida e o dia-a-dia do sertanejo nordestino, herança dos patrícios, usada como memória histórica cotidiana, traz em verso o falatório auscultado nas ruas e rinhas de cidadelas do interior, bastava um pequeno fato, que fato se espalhava como moléstia, não adiantava choro, bastavam apenas as velas, porque o defunto depois de bebido, vai ser serrado. O Cordel é tão nordestino quanto a rapadura, farinha de mandioca, cuscuz e buchada, a enxada é a caneta do lavrador que é um cabra arretado, é que nem ver o Dr. Bodé Cheiroso, senhor dos chiqueiros, que fica viçando quando vê cabrita nova. Oxe! o próprio Mandacaru planta “fulorosa” em seca “braba”. O chão? Pode rachar e o céu alumiar de queimar e cegar as vistas, que da terra eu não largo! Nordestino é assim, corajoso, enfrenta a própria morte todo dia, chora sorrindo, onde come um, pode comer até mais, unidos sempre seremos, igual a arroz pegado em fundo de panela, seca, mais tá tudo juntinho.

Orgulho-me? Não só... Vivo, reavivo e morrerei Nordestino.



Abri uma frente pro “Novo Cangaço”, não tem volta... Quem me segue?





Findo-me